Reijers: Exportação de Flores

A família holandesa Reijers iniciou sua produção de flores em 1971, na cidade de Holambra/SP, com o cultivo de rosas e cravos, sendo a primeira empresa do Brasil a produzir rosas em escala comercial. Ao longo dos anos, a empresa Reijers http://www.herbario.com.br conquistou credibilidade e atualmente detém 40% do mercado interno.

A empresa Reijers também produz rosas nas cidades de Pinhal e Santo Antonio da Posse em São Paulo, Minas Gerais (nos municípios de Itapeva e Andradas) e no Ceará (em São Benedito e Ubajara). Conta com uma área de mais de 100 hectares para o cultivo de rosas e 25 hectares destinados a outras flores (cravos, lírios e helicônia), gerando aproximadamente 1.300 empregos. A produção de rosas gera 15 empregos diretos por hectare e um investimento de US$ 250 mil/hectare.

Após visitar o Ceará em 2001, os dirigentes da Reijers tomaram a decisão de que todos os novos investimentos, da empresa passariam a ser aplicados no Ceará, na Serra da Ibiapaba. Um dos irmãos, Roberto Reijers projetou uma área de cultivo de 20ha (sendo que 8ha já estão produzindo) no município de São Benedito e seu irmão Geraldo Reijers, em 2003, implantou 4ha, no total de 50 hectares adquiridos em Ubajara.

A iniciativa do Grupo em exportar veio após várias tentativas fracassadas de acesso ao mercado internacional, pois em São Paulo a produção não é contínua devido às geadas no inverno.

Para alcançar um nível de qualidade internacional, a empresa adotou alguns dos processos tecnológicos mais eficientes do mundo. No cultivo das rosas são utilizadas estufas de aproximadamente um hectare e a plantação das rosas é feita em vasos com substrato de coco (aproveitados de outras empresas que consideravam o substrato um lixo orgânico). A irrigação e adubação são feitas por fertirrigação, Ou seja, por meio de tubos que levam os nutrientes até a planta. Esse sistema tecnológico é chamado de hidropônico. É um sistema importado, assim como a maioria dos insumos necessários para o cultivo de rosas.

O Estado do Ceará, solicita uma comprovação de não agressão ao meio ambiente, para empreendimentos agrícolas. Por isso, a empresa Reijers precisou cumprir todas as normas ambientais para o cultivo de rosas. Utiliza, por exemplo, produtos para pulverização com baixo teor de toxidade, realiza uma tríplice lavagem nas embalagens vazias dos inseticidas, além de fazer uma compostagem para adubação das flores tropicais. Há também uma preocupação em preservar a reserva legal de mata nativa e em reflorestar o rio próximo àquela região.

As rosas Paisson e Akito apresentaram também uma baixa incidência de pragas como lagarta, ácaro, mosca branca, cochinilha etc, e de doenças como Botrites, oídio e mídio, devido a utilização do sistema hidropônico e à estrutura das estufas.

As rosas são produtos altamente perecíveis e requerem cuidados especiais, principalmente, em relação à embalagem, ao armazenamento e ao transporte. Todo o processo logístico, desde a colheita até o momento da comercialização, precisa ser rápido e eficiente, para que não haja desperdício. Logo após a colheita, as rosas são transportadas, em água, para uma câmara refrigerada, a uma temperatura de 8ºC. Em seguida são classificadas por variedade, tamanho de haste e ponto de abertura do botão, em um ambiente climatizado a 18ºC. O passo seguinte é o encaixotamento, feito dentro da câmara resfriada a uma temperatura de 2ºC. Na embalagem está discriminada, na língua inglesa, o tamanho da haste e sua variedade. Essas ficam armazenadas nas câmaras refrigeradas à disposição da expedição. As rosas são transportadas para Fortaleza em um caminhão climatizado a 2º C. Temperatura que é mantida em câmaras resfriadas no próprio aeroporto e posteriormente transportada por via aérea na mesma temperatura.

Uma das vantagens que a Reijers encontrou para realizar o cultivo de rosas no Ceará foi a possibilidade de produzir durante todo o ano sem os problemas da sazonalidade encontrada em São Paulo e Minas Gerais. Além disso, o ciclo de produção nestes estados se dá entre 65 a 85 dias, enquanto no Ceará é de apenas 35 a 45 dias, até o ponto da colheita.

Fonte: Católica virtual de Brasília: apostila do curso de especialização em comércio exterior com ênfase nas empresas de pequeno porte – unidade 07.