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Uma das principais características da produção
de flores e plantas ornamentais é a de constituir-se em atividade
típica de pequenos produtores. Embora seja difícil
precisar os números que envolvem a produção
de flores e plantas ornamentais no Brasil, em virtude da inconsistência
das informações disponíveis, as estimativas
são de que a área envolvida nessa atividade, em 1999,
era de, aproximadamente de 4.900 ha , sendo que desse total, menos
de 26% refere-se a cultivos em estufas, 3% cultivos em telas , sendo
a maior parte da produção, 71%, realizada a céu
aberto, conforme gráfico.
Distribuição percentual da
área cultivada por Técnica de Produção
Mesmo constituído por pequenas propriedades,
o setor gera para os produtores um faturamento estimado em 322,3
milhões de reais/ano, sendo que 74,5% correspondem à
produção do estado de São Paulo.
O setor é responsável pela geração
de aproximadamente 50 mil empregos, dos quais 22,5 mil (45%) estão
localizados na produção, cerca de 3,5 mil (6%) na
distribuição, 22,5 mil (45%) no comércio e
2,0 mil (4%) no apoio.
A produção brasileira de flores
e plantas ornamentais, inicialmente concentrada no estado de São
Paulo, tem se expandido para todo o país, com cultivos nos
estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná,
Rio Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará e, também,
na região norte do país.
Participação dos Estados/Regiões na
produção de Flores e Plantas Ornamentais

Estes números indicam que a produção
de flores, sob diversas formas e tipos, está baseada em pequenas
áreas com média de 1,9 ha por produtor, variando de
0,3 ha por produtor em Minas Gerais até 3,0 ha por produtor
em Santa Catarina. A distribuição da área em
categoria por técnicas de plantio está assim constituída:
50,4% - mudas e plantas ornamentais, 28,8% -flores de corte, 13,2%
flores em vaso, 3,1% - folhagem em vaso, 2,6% folhagem de corte
e 1,9% outros produtos, conforme gráfico abaixo.
Distribuição percentual da
área cultivada por Categoria

O Brasil possui notórias vantagens comparativas
para ampliar a produção de flores, bastando observar-se
os microclimas privilegiados, a disponibilidade de terra, água,
mão-de-obra e tecnologias agronômicas disponíveis.
Esses fatores são determinantes diretos da qualidade do produto,
ao mesmo tempo em que permitem sensíveis ganhos competitivos
via preço no mercado externo. Por outro lado, ainda existe
um longo caminho a trilhar no que tange aos procedimentos de comercialização,
desenvolvimento de novos nichos de mercado e criação
de programas de estímulo à demanda doméstica.
Em suma, apesar das inúmeras vantagens comparativas, o setor
de flores e folhagens ornamentais demonstra a crescente necessidade
de ações articuladas, capazes de dotar o país
de condições para uma produção competitiva,
quantitativa e qualitativamente. A área ocupada atualmente
ainda é pequena, com amplas possibilidades de expansão.
Fontes: relatório
do Ibraflor 2002 e relatório sobre o Diagnóstico da
cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no estado de Alagoas
– Contrato UFV-Funarbe / Sebrae - AL

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