Elemento fundamental para o sucesso nas vendas ao exterior é a utilização de insumos de boa qualidade e métodos eficientes de produção. É essencial que o produtor de flores e plantas ornamentais que deseja exportar possua informações atualizadas sobre as melhores técnicas e insumos utilizados na produção, tais como material de propagação, estufas e equipamentos e fornecedores de máquinas.

Um dos fatores básicos para o sucesso do desenvolvimento da floricultura brasileira está na disponibilidade de material de propagação. Atualmente, várias empresas internacionais que trabalham com melhoramento genético têm parcerias com empresas no Brasil para vender as mudas, bulbos e sementes, entre elas pode-se citar os grupos: Schoenmaker van Zanten, Schoenmaker de Wit, Schoenmaker Humako, Interplant, Dekker de Wit, Optimara, Lazzeri, De Ruijter, Tantau Roses, Anthura e Terra Nigra, entre outros.

Um dos fatores limitantes para a introdução das inovações tecnológicas de ponta relativas às novas variedades era a questão da Lei de Cultivares, agora aprovada no Congresso Nacional do Brasil.

Embora ainda em fase de definição de prioridades de espécies, algumas delas já estão com os descritores prontos, como é o caso da Rosa.
Para orientar e organizar a questão do direito de propriedade existem três entidades que podem servir de apoio às empresas, desde que estejam devidamente filiadas:

1) Instituto Brasileiro de Floricultura (IBRAFLOR)

2) Associação Brasileira de Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM)

3) Associação Brasileira de Proteção de Cultivares de Flores e Plantas Ornamentais.



A disponibilidade de plásticos, telas, embalagens, mudas, vasos, defensivos, fertilizantes, sementes, irrigação, ferramentas, bulbos, substratos, climatização, biotecnologia, são fatores determinantes para o desenvolvimento da floricultura no Brasil.

A importância deles ainda está diretamente ligada à dificuldade em adquiri-los, tendo em vista o seu elevado custo para a base produtiva, mesmo reconhecendo a qualidade dos produtos e sua importância para um bom manejo das culturas.

A Holambra (SP), como pólo de produção voltado para o segmento de flores, é referência obrigatória para produtores e profissionais do agronegócio da floricultura, tanto do Brasil como de outros países da América Latina, interessados em conhecer as tendências do mercado, trocar experiências e fazer negócios. Para fomentar o desenvolvimento do setor hortícola de maneira geral (floricultura e horticultura) é realizado, anualmente em Holambra, a HORTITEC. Trata-se de uma feira voltada, principalmente, para as empresas fornecedoras de insumos. Nessa oportunidade, também são realizados ciclos de palestras e debates para delinear o futuro das atividades do setor. Maiores informações podem ser obtidas no site da HORTITEC.



O Brasil tem um parque industrial bastante desenvolvido para dar suporte à agricultura extensiva, porém, para a agricultura intensiva, temos ainda uma dependência muito grande de países como Holanda, Itália, França e Japão.

A automação – na relação recurso x diminuição de custos – não tem se justificado em função do alto custo de fabricação e importação e do baixo custo da mão-de-obra. Porém, a automação tem se justificado muito mais em função da padronização das operações e processos.

A exemplo da HORTITEC, citada no item anterior, outra feira voltada para temas relativos a equipamentos e tecnologia para o setor, é a AGRISHOW FFH, promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas ABIMAQ e realizada anualmente em setembro em Jundiaí-SP. Mais informações no site da ABIMAQ.

Fonte: IBRAFLOR - Relatório da Floricultura Brasileira 2002.